Governo reage e fala em equívoco
O dado causou grande repercussão em Brasília. O Ministério da Educação (MEC) afirmou que houve um “equívoco” da OCDE e pediu explicações. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que envia os dados oficiais para o relatório, informou que já solicitou uma revisão técnica.
O MEC argumenta que não é correto misturar informações de alunos de universidades públicas e privadas no Brasil. Isso porque, diferentemente de muitos países ricos, o ensino superior privado aqui funciona de maneira independente, sem grandes aportes diretos do governo. O apoio estatal se concentra em programas de financiamento estudantil, que atendem apenas parte dos alunos.
Em carta enviada ao ministro Camilo Santana, a própria OCDE reconheceu que os recursos destinados às instituições privadas são “limitados”. A entidade também destacou que, se considerados apenas os estudantes das universidades públicas, o gasto brasileiro segue na casa de US$ 13 mil por aluno (R$ 70 mil).


