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Brasil tem queda em investimento no ensino superior após mudança de cálculo da OCDE

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O que está em jogo?

Especialistas ouvidos pela imprensa destacam que a forma como os números são apresentados pode influenciar diretamente a percepção internacional sobre o Brasil. Relatórios da OCDE são utilizados como referência por governos, pesquisadores e até investidores estrangeiros.

Se a leitura for a de que o país investe muito pouco em seus universitários, isso pode reforçar a imagem de um sistema educacional frágil e pouco competitivo. Por outro lado, se for feita a correção, continuará pesando o desequilíbrio histórico: pouco dinheiro para a educação básica, justamente a etapa mais importante para formar cidadãos preparados para o futuro.

Falta de clareza nos dados

Outro ponto levantado pelo governo brasileiro é que não existem informações completas sobre os gastos privados em universidades. Isso significa que o país não teria como fornecer dados detalhados à OCDE sobre o que é investido fora do setor público.

O MEC comparou a situação a “misturar bananas com laranjas”. Segundo o governo, países onde quase todo o ensino superior é público podem ser comparados entre si. Mas, no caso do Brasil, onde mais de 70% dos universitários estão em instituições privadas, a comparação direta gera distorções.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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