Uma pesquisa divulgada em 8 de dezembro de 2025 pelas consultorias Demà e Nexus indica que a geração Z, composta por jovens entre 14 e 29 anos, mantém preferência pelo ensino presencial e demonstra forte desejo por estabilidade no mercado de trabalho. Segundo o levantamento, 81% dos entrevistados afirmam aprender melhor em sala de aula e 69% desejam trabalhar com carteira assinada.
A pesquisa foi realizada pela Nexus entre os dias 14 e 20 de julho, ouvindo 2.016 cidadãos das 27 Unidades da Federação. O estudo tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Leia também: 60% dos trabalhadores tem dificuldade para equilibrar vida pessoal e profissional, revela estudo

Ensino presencial segue como referência
O levantamento mostra que, apesar da familiaridade com a tecnologia, os jovens valorizam o ambiente físico de aprendizagem. Segundo os dados divulgados, 81% dos entrevistados afirmam que aprendem mais em aulas presenciais. Esse resultado destaca um comportamento que contrasta com a ideia de que estudantes nativos digitais preferem o ensino online ou remoto.
A preferência pelo modelo presencial pode estar relacionada ao contato direto com professores, à estrutura da sala de aula e ao formato mais tradicional de estudo, fatores que costumam oferecer mais disciplina e rotina. O dado reforça que, mesmo em um cenário de crescente digitalização da educação, a convivência presencial continua relevante para esta faixa etária.
O estudo também aponta que o conhecimento em inteligência artificial se tornou uma habilidade valorizada pelos jovens. De acordo com o levantamento, 84% consideram que entender IA é importante para conseguir um emprego. Além disso, 69% acreditam que a tecnologia pode ajudar a otimizar os estudos.
Jovens associam IA a produtividade
A combinação entre aprendizado presencial e uso de tecnologia aparece como característica marcante desse grupo. A pesquisa indica que, embora a geração Z seja formada por jovens habituados a dispositivos digitais, grande parte utiliza esses recursos como apoio à rotina de estudos. Apenas 24% enxergam a inteligência artificial como algo prejudicial e 7% não souberam ou preferiram não opinar.
Segundo análise de Juan Carlos Moreno, diretor da Demà, divulgada pelo Estadão Conteúdo, os dados revelam um comportamento pragmático. Ele afirma que os jovens enxergam a IA como ferramenta para produtividade, mas mantêm interesse por interações humanas e por modelos tradicionais de ensino.
Preferência por trabalho com carteira assinada
O estudo também analisou a relação da geração Z com o mercado de trabalho. Os dados mostram que 69% desejam trabalhar com carteira assinada. A busca por estabilidade e benefícios formais, como férias remuneradas, 13º salário e contribuição para a Previdência Social, segue como prioridade para a maioria dos jovens.
A pesquisa também indica que 29% dos entrevistados preferem atividades informais e sem rotina fixa. Outros 2% não souberam ou não responderam. Entre os modelos de trabalho, o formato híbrido é o mais desejado, com 48% dos jovens optando por alternar entre dias presenciais e remotos.
O trabalho totalmente presencial aparece como preferência de 39% dos entrevistados, enquanto o modelo remoto é escolhido por 11%.
Híbrido ganha força entre novos trabalhadores
Os números sobre modelos de trabalho mostram que há um movimento para conciliar flexibilidade e convivência presencial. O formato híbrido, preferido por quase metade da geração Z, sugere que os jovens valorizam tanto a autonomia do trabalho remoto quanto a troca de experiências no ambiente físico.
Os dados também reforçam que, mesmo sendo uma geração acostumada a tecnologia, o contato presencial continua desempenhando papel relevante nas escolhas profissionais.
Segurança e interação seguem como prioridades
Os resultados apresentados pelas consultorias Demà e Nexus destacam tendências importantes sobre como a geração Z enxerga educação e trabalho no Brasil. A preferência por aula presencial, a valorização de conhecimento em inteligência artificial e o desejo por emprego formal mostram que esta geração busca equilibrar inovação, segurança e interação humana.