Economia verde
No Brasil, o Mercado de Ativos Ambientais, considerados investimentos para promover a sustentabilidade, tem ganhado força com as discussões sobre a regulamentação do Mercado de Carbono e as possibilidades de negócios e rentabilidade. Cada tonelada de CO₂ representa um crédito de carbono e a chance de contribuir para a preservação do meio ambiente.
Compensar os impactos nocivos gerados nas produções e gerar lucros para as empresas engajadas na diminuição de gases poluentes é um negócio inovador e de grandes perspectivas para as organizações que precisam reformular seus processos e manter os negócios com responsabilidade social e ambiental.
A comercialização de CO₂ como forma de estabelecer métodos de sustentabilidade para as organizações com maior dificuldade em reduzir as emissões irá gerar possibilidade de lucros para aquelas que já estão produzindo com baixo impacto para o meio ambiente.

Conforme publicação no portal SEBRAE de 2023, a estimativa é que os créditos de carbono gerem, até 2030, US$ 100 bilhões ao Brasil, e que até 2050 a movimentação ultrapasse US$ 300 bilhões.
Os dados são de um estudo realizado pela Câmara de Comércio Internacional (ICC Brasil). A projeção é que, até 2025, o mercado de créditos de carbono seja regulamentado no Brasil e, com isso, o avanço da economia e as metas para diminuir o impacto do aquecimento global caminhem conforme o esperado por especialistas.
As possibilidades são muitas, desde investimentos em empresas com práticas Ambiental, Social e de Governança (ASG) até o estabelecimento de metas possíveis, como, por exemplo, o mercado de carbono voluntário, onde as empresas negociam entre si — até que o Projeto de Lei nº 11.075, que já tramita no Congresso Nacional desde maio de 2022 para regulamentar a comercialização, se estabeleça.
Todo e qualquer movimento para que possamos juntos preservar o meio em que vivemos deve ser praticado. Quando essa ação possibilita o crescimento da economia mundial, ninguém deve ficar de fora.


