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As novas medidas de Haddad para conter gastos e economizar R$ 327 bi

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Recursos na educação

O governo federal anunciou importantes mudanças para a educação básica no Brasil. A partir de 2026, o programa Pé de Meia, que oferece auxílio financeiro a estudantes de baixa renda do Ensino Médio, será incorporado ao orçamento da Educação.

Essa mudança garante a sustentabilidade do programa e o alinhamento com as políticas educacionais. Além disso, uma parcela significativa dos recursos do Fundeb, cerca de 20%, será destinada à expansão da escola de tempo integral.

Essa medida visa ampliar o tempo de permanência dos estudantes na escola, oferecendo atividades complementares e enriquecendo o processo de ensino e aprendizagem. Com essas iniciativas, o governo demonstra seu compromisso em promover a inclusão social, a equidade e a qualidade da educação básica no país.

Imposto de renda

O governo anunciou um conjunto de mudanças na tabela do Imposto de Renda, que entrarão em vigor a partir de 2026, com o objetivo de promover a justiça tributária e ajustar a arrecadação.

Uma das principais alterações é a ampliação do limite de isenção. Atualmente, quem ganha até dois salários mínimos (R$ 2.824) está isento do imposto. A partir de 2026, esse limite será elevado para R$ 5.000, o que beneficiará uma parcela considerável da população com renda mais baixa.

Além disso, haverá uma redução da alíquota para aqueles que ganham entre R$ 5.000 e R$ 7.500 por mês. Essa medida visa aliviar a carga tributária sobre a classe média.

Para compensar a perda de arrecadação decorrente dessas mudanças, que é estimada em R$ 35 bilhões, o governo estabelecerá uma alíquota mínima de 10% para os contribuintes com renda mensal superior a R$ 50 mil. Ou seja, os indivíduos com maior capacidade contributiva passarão a pagar um pouco mais de imposto.

Outra alteração diz respeito à isenção do imposto de renda por razões de saúde. A partir de 2026, esse benefício será limitado aos contribuintes com renda mensal de até R$ 20.000.

É importante destacar que as deduções de gastos com saúde continuarão sendo permitidas para todos os contribuintes, independentemente da faixa de renda.

Segundo o ministro da Fazenda, Haddad, essas mudanças garantirão a neutralidade fiscal da reforma, ou seja, não haverá um aumento ou diminuição significativa na arrecadação total do governo. O objetivo é tornar o sistema tributário mais justo e equitativo, com uma distribuição mais justa da carga tributária.

Leia também: Governo anuncia isenção no IR para renda até R$ 5 mil

Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

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