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Governo envia carta aos EUA contra tarifa de Trump

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Carta diplomática cobra respeito e propõe diálogo urgente

Na carta enviada nesta semana, Alckmin e Vieira deixaram claro que o Brasil considera as novas tarifas como uma violação das práticas do comércio internacional e um gesto que fere a parceria histórica entre os dois países. Eles lembram que as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos sempre se pautaram pelo respeito mútuo e pela disposição para resolver conflitos por meio do diálogo.

O texto afirma ainda que o governo brasileiro está “aberto a negociações imediatas” para rever a medida antes que ela entre em vigor, o que está previsto para o dia 1º de agosto.

A ofensiva tarifária de Trump deve impactar significativamente diversos setores da economia brasileira, especialmente o agronegócio, a indústria de transformação e a exportação de insumos como aço e alumínio.

Empresas brasileiras que mantêm contratos com compradores americanos temem prejuízos imediatos, já que a elevação de 50% no custo de entrada dos produtos no mercado dos EUA pode inviabilizar negócios ou reduzir drasticamente a competitividade frente a concorrentes de outros países.

Ainda assim, o tom da carta foi cuidadosamente diplomático. O Brasil expressou sua indignação, mas também sinalizou abertura para o entendimento. A estratégia do governo Lula é evitar que o episódio se transforme numa guerra comercial prolongada, o que poderia afetar não apenas as exportações brasileiras, mas também os investimentos estrangeiros e o fluxo comercial com outros parceiros.

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Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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