Caminhos para uma aviação mais verde
O grande pano de fundo dessa discussão é a busca por uma aviação mais sustentável. O setor aéreo global tem uma meta ambiciosa de atingir a neutralidade de carbono até 2050. Para chegar lá, não há uma solução única, mas sim um conjunto de estratégias que precisam ser adotadas.
A principal delas é a substituição gradual do querosene de aviação, um derivado do petróleo, pelo chamado Combustível Sustentável de Aviação (SAF). Explicando de forma simples, o SAF é um tipo de biocombustível avançado, produzido a partir de fontes renováveis, como óleos de cozinha usados, resíduos agrícolas, gordura animal e até mesmo lixo urbano.
A grande vantagem do SAF é que ele pode reduzir as emissões de carbono em até 80% ao longo de seu ciclo de vida, em comparação com o combustível fóssil tradicional. O problema é que, hoje, ele ainda é muito caro e produzido em pequena escala. O projeto de lei visa justamente atacar esse problema.
Ao taxar os voos de luxo, a proposta cria uma fonte de recursos para baratear a produção e incentivar a pesquisa e o desenvolvimento do SAF no Brasil, que tem um enorme potencial para se tornar um grande produtor global desse tipo de combustível.
Para incentivar as próprias companhias e operadores aéreos, o projeto prevê um desconto de 50% na taxa para quem comprovar o uso de mais de 50% de SAF em seus voos ou utilizar aeronaves elétricas, ou híbridas.


