A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) elevou para 6,3% a projeção de reajuste médio das tarifas de energia elétrica em 2025. O índice, divulgado nesta segunda-feira, 11 de agosto, na segunda edição do boletim InfoTarifa, está acima da previsão de inflação para o ano, estimada em 5,05% pelo Boletim Focus do Banco Central.

A revisão para cima foi atribuída, principalmente, ao valor homologado para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que chegou a R$ 8,6 bilhões, superando a previsão inicial. A CDE é um fundo usado para custear programas do setor elétrico, como subsídios para famílias de baixa renda, incentivos a fontes renováveis e compensações para distribuidoras que atuam em áreas remotas.
Motivos para a alta e bandeiras tarifárias
Segundo a Aneel, o cálculo também considerou o cenário de preços no país, com projeções de 1,3% para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) e de 5,1% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Esses índices afetam contratos de fornecimento e custos operacionais das distribuidoras.
O boletim InfoTarifa apresentou ainda o histórico recente de bandeiras tarifárias. Em maio, a bandeira amarela acrescentou R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Em junho e julho, a bandeira vermelha patamar 1 elevou o custo em R$ 4,46. Agora, em agosto, vigora a bandeira vermelha patamar 2, que acrescenta R$ 7,87 por 100 kWh. Esse é o valor mais alto dentro do sistema e reflete custos elevados de geração, geralmente ligados ao uso de termelétricas mais caras.
As bandeiras funcionam como um sinal para o consumidor, mostrando quando a energia está custando mais para ser produzida. Além disso, ajudam a cobrir parte dessa diferença de custo sem esperar o reajuste anual.