Reajustes deste ano e histórico recente
Em 2024, a maioria dos reajustes aplicados pelas distribuidoras ficou entre 4,5% e 6%, dependendo da região. Esses valores foram influenciados por custos de compra de energia, investimentos em manutenção das redes e encargos setoriais. Em alguns estados, houve reajustes menores devido a sobras de energia contratada e melhores condições de geração hídrica.
Nos anos anteriores, a variação foi mais instável. Em 2023, o aumento médio foi de cerca de 5,6%, levemente acima da inflação do período. Em 2022, o impacto foi menor que o esperado porque as chuvas ajudaram a recuperar os reservatórios, permitindo a redução do uso de termelétricas. Já em 2021, a crise hídrica levou à criação da bandeira “Escassez Hídrica”, que acrescentava R$ 14,20 a cada 100 kWh e permaneceu até abril de 2022.
Com a projeção de 6,3% para 2025, a Aneel indica que o próximo ano pode repetir o padrão de reajustes acima da inflação. Essa alta pode pesar no orçamento das famílias e aumentar custos de operação de empresas, especialmente em setores com alto consumo de energia.
A Aneel reforça que os percentuais divulgados representam uma média nacional. Cada distribuidora terá seu próprio índice, calculado a partir de fatores específicos, como contratos, investimentos e perdas técnicas. As regiões com maior dependência de geração térmica ou com infraestrutura mais cara podem ter reajustes superiores à média.
O InfoTarifa, lançado pela Aneel em abril, será publicado trimestralmente. O objetivo é dar mais clareza sobre como as tarifas são formadas e quais fatores influenciam diretamente o valor final das contas de luz.