A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a bandeira vermelha, patamar 1, continuará em vigor no mês de novembro. A decisão mantém o acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, o mesmo valor aplicado em outubro.

A situação reflete o baixo volume de chuvas e a redução dos níveis dos reservatórios das principais hidrelétricas. Para garantir o fornecimento de eletricidade, o governo precisa manter em operação as usinas termelétricas, cuja geração é mais cara, o que justifica a continuidade da bandeira vermelha.
Seis meses de bandeira vermelha mostram cenário preocupante
Desde junho de 2025, as contas de luz vêm sendo impactadas pelas bandeiras vermelhas, sinal de que o custo da geração de energia segue alto. Segundo a Aneel, o clima seco persiste em boa parte do país, e os reservatórios não têm conseguido se recuperar de forma satisfatória.
A sequência de bandeiras tarifárias ao longo do ano mostra bem essa realidade:
- Janeiro: Verde
- Fevereiro: Verde
- Março: Verde
- Abril: Verde
- Maio: Amarela
- Junho: Vermelha – patamar 1
- Julho: Vermelha – patamar 1
- Agosto: Vermelha – patamar 2
- Setembro: Vermelha – patamar 2
- Outubro: Vermelha – patamar 1
- Novembro: Vermelha – patamar 1
A partir de junho, o sinal de alerta acendeu de forma definitiva. Mesmo com variações entre os patamares 1 e 2, o sistema elétrico segue sob pressão, e a recuperação depende de uma melhora nas chuvas nos próximos meses.