Clima seco e maior uso de termelétricas elevam o custo
O baixo volume de precipitações nos últimos meses reduziu a capacidade de geração das hidrelétricas, responsáveis por grande parte da energia produzida no Brasil. Quando o nível dos reservatórios cai, é necessário acionar as termelétricas, que utilizam combustíveis fósseis e têm custo de operação mais alto.
Essas usinas servem de apoio para garantir o fornecimento, especialmente nos horários de maior consumo, como no início da noite. No entanto, o uso constante das térmicas encarece o custo final da energia e impacta diretamente as contas das famílias.
A geração solar, embora em expansão no país, não é suficiente para suprir a demanda nos períodos de seca. Isso acontece porque a produção de energia solar interrompe-se à noite, justamente quando há maior necessidade de eletricidade. Por esse motivo, mesmo com avanços nas fontes renováveis, o sistema ainda depende fortemente das hidrelétricas e termelétricas para equilibrar o fornecimento.
O que são e como funcionam as bandeiras tarifárias?
Implantado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias foi criado para mostrar de forma mais transparente os custos de geração de energia. Antes disso, as variações de preço só apareciam no reajuste anual das tarifas, fazendo com que o consumidor demorasse a perceber quando a energia estava mais cara ou mais barata.
Com as bandeiras, a conta de luz passou a trazer uma sinalização mensal sobre o custo da produção. Cada cor indica uma condição diferente:
- Verde: geração favorável, sem cobrança extra;
- Amarela: alerta de custo maior, acréscimo de R$ 0,01885 por kWh;
- Vermelha – Patamar 1: geração mais cara, acréscimo de R$ 0,04463 por kWh;
- Vermelha – Patamar 2: geração ainda mais custosa, acréscimo de R$ 0,07877 por kWh.
A cobrança vale para todos os consumidores conectados às distribuidoras de energia, com exceção dos que vivem em sistemas isolados, como algumas regiões da Amazônia.
Segundo a Aneel, as bandeiras não criam um novo custo, mas apenas mostram o valor real da energia no momento do consumo, permitindo que as pessoas adaptem seus hábitos e controlem melhor o orçamento.