Informalidade: onde o risco de pobreza aumenta
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) de 2024, 40,6% da força de trabalho brasileira estava em ocupações informais. Essa taxa é ainda mais alta nas regiões Norte (56%) e Nordeste (55%), onde a informalidade já supera a formalização há alguns anos. Os dados da SIS 2025 mostram que:
- 20,4% dos trabalhadores sem carteira assinada viviam na pobreza;
- 16,0% dos trabalhadores por conta própria sem contribuição previdenciária também estavam nessa condição;
- Entre trabalhadores com carteira assinada, o percentual era de 6,7%.
Além do rendimento mais baixo, a informalidade concentra grupos específicos. Segundo o IBGE, 45,6% das pessoas negras ocupadas estavam na informalidade em 2024, enquanto entre pessoas brancas a taxa era de 34%. Essa diferença atravessa todo o mercado de trabalho e ajuda a explicar por que a carência financeira é mais comum entre negros.


