Quando o território determina as chances de ascender
A falta de dinheiro entre profissionais também varia conforme a região. Dados do IBGE para 2024 mostram que:
- 24% dos trabalhadores ocupados no Nordeste viviam na pobreza;
- No Norte, esse índice era de 22,2%;
- Já no Centro-Oeste, de 6,9%;
- O Sudeste tem de 7,4% vivendo na pobreza;
- No Sul, de apenas 5%.
Essas diferenças refletem a estrutura econômica de cada região. Estados com maior presença de atividades agrícolas de baixa produtividade e serviços informais concentram mais pessoas pobres. Já regiões com maior nível de formalização e indústrias de maior valor agregado apresentam menor incidência.
A pobreza que persiste mesmo quando o país melhora
Mesmo com a recuperação do mercado de trabalho, o Brasil segue na ponta da desigualdade quando comparado a países desenvolvidos e emergentes. De acordo com dados compilados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil é o país com maior proporção de trabalhadores pobres entre os 40 analisados. Isso ocorre apesar da queda recente do desemprego e da melhora da renda média nacional.
Esse dado evidencia que o problema é estrutural: não se trata apenas de gerar vagas, mas de transformar a qualidade das ocupações disponíveis. A predominância de empregos informais e de baixa remuneração limita a mobilidade social e prolonga a permanência de milhões de pessoas em condições ruins.


