Uma pesquisa recente feita pelo InstitutoZ em parceria com a MMA Latam revelou um dado preocupante para o mercado: 60% das empresas brasileiras ainda têm dificuldade em se comunicar com a geração Z por meio das mídias tradicionais, como televisão, rádio, jornais e revistas. Essa geração, composta por pessoas com idades entre 15 e 29 anos, representa uma parcela crescente e relevante de consumidores — e também de novos profissionais — no Brasil e no mundo.
Apesar do crescimento no uso de redes sociais e plataformas digitais, cerca de 33% das empresas também não conseguem dialogar com essa faixa etária nem mesmo pelos meios digitais, segundo o estudo. O dado reforça que o problema vai além dos canais utilizados: trata-se de uma falha na construção de uma comunicação mais autêntica, empática e horizontal.

Para Luiz Menezes, fundador da Trope — organização voltada à pesquisa e capacitação das novas gerações —, o principal erro das empresas está em não buscar identificação real com os jovens. “A geração Z não é contra os meios tradicionais, mas exige uma comunicação que reflita seus valores e preocupações. Sem isso, não há engajamento”, explica o especialista.
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