Colaborações entre marcas, ou “collabs”, tornaram-se uma estratégia comum para gerar valor, atrair novos públicos e criar buzz nas redes sociais. No entanto, nem toda união resulta em sucesso. Alguns casos recentes mostram que, quando o alinhamento entre as partes falha, o preço pode ser alto, tanto financeiramente quanto para a reputação das empresas envolvidas.
Um exemplo emblemático é o rompimento da parceria entre o McDonald’s e a Krispy Kreme nos Estados Unidos. Iniciado como um teste piloto em 2022, o acordo previa a venda dos famosos donuts nas lojas da rede de fast-food.
Em 2023, a iniciativa foi aprovada para expansão em todas as 13.500 unidades da marca no país. No entanto, problemas logísticos inviabilizaram a continuidade: a Krispy Kreme não conseguiu garantir a distribuição nacional necessária, o que dificultou a divulgação e a entrega dos produtos recém-fritos aos consumidores.
O McDonald’s, que tradicionalmente evita integrar produtos de outras redes em seu cardápio, não comentou o fim da parceria além de um comunicado conjunto com a Krispy Kreme. De acordo com especialistas, a falta de integração operacional e o alto custo logístico foram os principais motivos do rompimento.
O impacto financeiro direto da colaboração não foi divulgado, mas, considerando o tamanho da operação, estima-se que os prejuízos operacionais possam ter ultrapassado milhões de dólares — algo em torno de R$ 50 milhões, considerando a taxa de câmbio atual (1 USD = R$ 5,45 em julho de 2025).



