Impactos para o setor
A decisão da União Europeia é vista como uma vitória para o agronegócio brasileiro, que tem no frango uma de suas principais cadeias produtivas. Entre janeiro e agosto de 2025, o Brasil exportou 3,28 milhões de toneladas de carne de frango, movimentando US$ 6,15 bilhões em receita.
O retorno das vendas para os europeus deve ajudar a recuperar parte das perdas sofridas nos últimos meses. Além disso, a liberação do mercado europeu pode servir como sinal positivo para outros países que ainda mantêm restrições.
No entanto, a China — o maior comprador individual do frango brasileiro — ainda não retomou as importações. Uma missão técnica chinesa iniciou nesta semana auditorias em frigoríficos nacionais. O objetivo é avaliar de perto os controles sanitários e garantir que não há risco de novos surtos. Esse processo é considerado fundamental para a reabertura do comércio com o país asiático.
O que esperar daqui para frente
A retomada das exportações para a União Europeia mostra a confiança internacional nos sistemas de vigilância e controle do Brasil. No entanto, especialistas alertam que o episódio serve como lição. A influenza aviária circula em vários continentes e dificilmente deixará de ser uma ameaça global. Por isso, o setor produtivo precisa manter medidas rigorosas de biosseguridade, como o controle de entrada de pessoas nas granjas, cuidados com transporte de aves e monitoramento constante.
Se o Brasil conseguir manter sua imagem de produtor confiável e seguro, o impacto econômico da doença será apenas passageiro. Por outro lado, novos focos em granjas comerciais poderiam trazer suspensões mais longas e prejudicar a posição do país como maior exportador mundial de carne de frango.


