As consequências para a carreira
Uma das consequências mais graves do career shrekking é o chamado rust-out, quando a pessoa se sente enferrujada por não usar plenamente seus talentos. Gomes afirma que, em poucos meses, profissionais podem se sentir desmotivados ao perceber que podem dar mais, mas escolheram a estabilidade.
Esse desengajamento também afeta a empresa. Ao subutilizar talento, a companhia deixa de aproveitar o investimento em capacitação e, muitas vezes, enfrenta rotatividade, porque o trabalhador acaba saindo. Para a empresa, a vantagem parece imediata, um colaborador “conformado”, mas o preço pode ser alto em inovação e resultado.
Além disso, alguns líderes reforçam esse comportamento. Ferreira alertou que gestores menos experientes podem favorecer profissionais que “obedecem” em vez de desafiar a equipe. Isso cria um problema: ninguém evolui, nem a pessoa, nem o time, nem a companhia.


