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Fusão entre Netflix e Warner levanta dúvidas sobre futuro dos streamings

Impactos para o cinema e preocupações de sindicatos

O acordo levantou preocupações entre entidades do setor audiovisual. O Sindicato dos Roteiristas da América (WGA) divulgou comunicado solicitando que a fusão seja bloqueada, argumentando que a união reduz a diversidade de conteúdo e pode eliminar empregos e diminuir salários.

O Sindicato dos Diretores da América (DGA) e o Sindicato dos Produtores da América (PGA) também demonstraram receio de que a concentração excessiva de mercado prejudique profissionais e comprometa a pluralidade criativa.

Em resposta, Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, afirmou que o modelo cinematográfico da Warner será mantido, defendendo que a integração não deve limitar o volume de produções. Segundo o executivo, a empresa pretende fortalecer a HBO e a Warner, e não substituí-las.

O que acontece nos próximos meses

A compra deve levar entre 12 e 18 meses para ser concluída, prazo necessário para que sejam avaliados aspectos legais e estruturais do acordo. Esse período coincide com outro movimento importante: a separação da Warner Bros. Discovery em duas empresas de capital aberto, uma voltada ao setor de estúdios e streaming e outra focada em canais e redes globais.

A parte adquirida pela Netflix será chamada de WBD Streaming & Studios e abrangerá a Warner Bros. Pictures, DC Studios, HBO, HBO Max, New Line Cinema, Warner Bros. Television, Warner Bros. Games e as operações internacionais da TNT Sports.

A outra empresa resultante, WBD Global Networks, continuará independente e manterá em seu portfólio marcas como Discovery, HGTV, CNN, Cartoon Network, Eurosport, Food Network, Discovery+ e TNT Sports U.S.

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