O fim da internet como conhecemos
Outro ponto que capturou a atenção da plateia foi a previsão de Amy sobre o desaparecimento da pesquisa online como conhecemos. “Teremos uma internet sem cliques. No lugar disso, sistemas colaborativos de IA farão a pesquisa por nós”, afirmou. Essa mudança, segundo ela, alterará radicalmente como a informação é organizada e entregue.
Para as empresas, isso significa repensar como chegam até o consumidor. A busca ativa será substituída por interações mediadas por sistemas inteligentes, capazes de personalizar não só a mensagem, mas também o formato e o momento da entrega.
A personalização total: produtos sob medida em escala
Amy compartilhou um exemplo prático de como a IA pode transformar o varejo. Ao treinar um sistema com suas medidas e preferências, o software encontrou um fabricante, projetou e enviou um produto personalizado. “No futuro, a IA não fará simulações genéricas. Ela vai criar algo alinhado exatamente ao que o consumidor deseja. Os modelos de IA serão as marcas”, previu.
Essa mudança, segundo ela, vai redefinir a cadeia de valor: “O que o meio é e como as mensagens são mostradas irá mudar drasticamente. Como e onde o valor será criado também.”
Coragem para inventar o futuro
Ao longo da palestra, Amy alternou entre previsões provocativas e conselhos práticos para quem quer inovar de verdade. Ela alertou que, apesar do discurso frequente sobre inteligência artificial, poucas empresas estão realmente aplicando a tecnologia de forma transformadora. “Sejam expansivos. Estejam dispostos a assumir riscos. Inventar o futuro demanda coragem, trabalho e inovação”, concluiu, sob aplausos.
Ao se despedir, a futurista que clonou a própria voz para falar português deixou no ar uma mensagem que ecoa muito além do evento: o futuro não é um destino inevitável, mas algo que construímos — ou deixamos de construir — todos os dias.


