Redes sociais não foram feitas para crianças
Gabriela Lusquiños foi categórica: “O lugar mais perigoso que uma criança pode estar sem supervisão é nas redes sociais. Elas não têm regras e não foram desenhadas para crianças”. Para a promotora, estabelecer idades mínimas para o uso de dispositivos e redes sociais é uma medida urgente. Ela citou o pesquisador Jonathan Haidt, que recomenda 14 anos como idade mínima para ter um smartphone e 16 para ingressar nas redes.
Segundo dados da pesquisa TIC Kids Online 2023, 95% dos brasileiros entre 9 e 17 anos já usam a internet — muitas vezes sem orientação adequada. Para Gabriela, a prioridade é clara: “Diminuir o like e aumentar o laço”.
Ela também destacou que o ambiente digital, quando não mediado por adultos, pode se tornar um espaço de vulnerabilidade extrema. Crianças e adolescentes são alvos fáceis de conteúdos impróprios, manipulações emocionais e até abordagens criminosas. “Não podemos normalizar que crianças estejam sozinhas em ambientes que nem adultos conseguem controlar completamente”, afirmou.


