Vício digital, prejuízos cognitivos e adultização
O pediatra Daniel Becker alertou que aplicativos e redes sociais são projetados para gerar dependência. Ele destacou que a exposição precoce compromete atenção, memória e capacidade de leitura, além de abrir espaço para conteúdos nocivos como ideologias extremistas, misoginia, jogos de azar e pornografia.
Becker defendeu a distinção entre “boa tela” — atividades digitais mediadas por interação social, como videochamadas com familiares ou jogos educativos — e “tela ruim”, que estimula o uso compulsivo e solitário. “Essas últimas deveriam ser proibidas para crianças”, afirmou.
Ele também ressaltou que o vício digital pode afetar o desenvolvimento emocional e social dos pequenos. “Estamos criando gerações que têm dificuldade de lidar com o tédio, com a frustração e com o convívio presencial. Isso tem consequências profundas para a saúde mental”, disse.


