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RIW25: adultização de crianças e limites digitais

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Vício digital, prejuízos cognitivos e adultização

O pediatra Daniel Becker alertou que aplicativos e redes sociais são projetados para gerar dependência. Ele destacou que a exposição precoce compromete atenção, memória e capacidade de leitura, além de abrir espaço para conteúdos nocivos como ideologias extremistas, misoginia, jogos de azar e pornografia.

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Becker defendeu a distinção entre “boa tela” — atividades digitais mediadas por interação social, como videochamadas com familiares ou jogos educativos — e “tela ruim”, que estimula o uso compulsivo e solitário. “Essas últimas deveriam ser proibidas para crianças”, afirmou.

Ele também ressaltou que o vício digital pode afetar o desenvolvimento emocional e social dos pequenos. “Estamos criando gerações que têm dificuldade de lidar com o tédio, com a frustração e com o convívio presencial. Isso tem consequências profundas para a saúde mental”, disse.

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Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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