A ousadia que cruzou fronteiras
Quando Julia perguntou sobre a carreira internacional, Mazzola contou como um encontro inesperado mudou seu rumo profissional. Durante uma viagem a Los Angeles com Milton Nascimento, recebeu um recado: Paul Simon queria conhecê-lo. “Passei o telefone para ele e um tempo depois ele me ligou dizendo que estava vindo ao Brasil”, relembrou.
Naquele momento, Mazzola enfrentou uma encruzilhada, pois era funcionário da Sony e a gravadora não quis liberá-lo para produzir o disco do cantor norte-americano. “Fui contra todos, saí e fui fazer o disco. Ele vendeu o dobro”, disse, arrancando aplausos da plateia. Para ele, não há segredo para o sucesso: “O sucesso é fruto da ousadia.”
Economia criativa em prática
As histórias de Mazzola mostram como a economia criativa brasileira é impulsionada por decisões corajosas, parcerias estratégicas e capacidade de inovar. Ao apostar em artistas que se tornariam ícones, ele não apenas ajudou a moldar a cultura, mas também movimentou uma cadeia produtiva que envolve gravadoras, shows, festivais, merchandising e streaming.