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RIW25 debate futuro da IA nas fintechs: “É hora de propósito e resultado”

No terceiro dia do Rio Innovation Week 2025, o painel “IA além do hype! O que as fintechs já fazem?” mostrou que, para o setor financeiro, a inteligência artificial já deixou de ser uma promessa futurista e passou a ser uma ferramenta estratégica com impacto real no dia a dia.

A conversa reuniu Deborah Ribeiro Nogueira (CEO da Zayon), Sara Oliveira (coordenadora de Consultoria e Gestão da Fenasbac), Ian Oliveira (CEO da TWIGGY) e Iago Oselieri (CEO e fundador da InvestPlay) no Palco 22 do Armazém 5, com mediação da Fintech by Fenasbac.

Especialistas debatem o uso prático da IA nas fintechs durante evento no Rio.
Debate trouxe a importância das IAs nos negócios, mas com propósito e análise | Foto: Rafaella Ranulfo

O tom foi direto: a era de usar IA apenas pelo modismo acabou. “IA por IA, não mais. Precisamos ter propósito, pois ela pode mudar o jogo de todo mundo”, afirmou Sara Oliveira. Para ela, a tecnologia se consolida quando deixa de ser um tópico isolado e passa a estar embutida nos processos de negócios. “A partir do momento em que você para de falar sobre a tecnologia, ela vira realidade, e acho que a IA vai ter esse papel em breve.”

Do hype à prática

Os participantes compartilharam exemplos de aplicações já em operação, como análise de risco baseada em dados comportamentais, atendimento automatizado em canais digitais e sistemas avançados de prevenção a fraudes. Em vez de substituir equipes, a IA vem sendo usada para potencializar decisões, reduzir erros e aumentar a eficiência.

Iago Oselieri destacou que o setor ainda vive uma fase de adaptação acelerada: “Todo novo lançamento da OpenAI nos deixa atentos ao que vai sair, mas vai chegar um momento em que as empresas olharão para questões específicas, e isso será o foco da discussão.”

Ele também alertou para o risco de as empresas se manterem isoladas: “Precisamos sair da nossa bolha e olhar o geral. Muitas vezes, as pessoas montam processos para ficarem mais estratégicas, mas sem olhar para o impacto macro.”

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