A popularização que muda o jogo
Para Iago, um dos sinais mais claros de que a IA já está incorporada ao cotidiano é a adoção por públicos que antes não tinham contato direto com tecnologia avançada. “Meu pai usa IA, minha esposa usa IA. Há três anos, conseguiríamos imaginar isso? Hoje, meu pai resolve quase todos os problemas de tecnologia dele pelo ChatGPT. As empresas precisam pensar nesse novo cenário”, disse.
Essa massificação traz desafios e oportunidades. Por um lado, aumenta o nível de exigência dos usuários, que esperam respostas rápidas e personalizadas. Por outro, pressiona empresas a adaptar seus serviços para um público mais diverso em termos de idade, conhecimento e necessidades.
Impacto econômico e regulatório
O avanço da IA no setor financeiro também levanta questões econômicas e regulatórias. Segundo levantamento da McKinsey, a aplicação de inteligência artificial pode gerar ganhos anuais de até US$ 1 trilhão para a indústria global de serviços financeiros, principalmente por meio da automação de processos e personalização de ofertas. No Brasil, o Banco Central já acompanha de perto o uso da tecnologia em fintechs, buscando equilibrar inovação e segurança.
Sara Oliveira reforçou que a adoção consciente é fundamental: “Não adianta implementar IA apenas para dizer que tem. É preciso identificar problemas reais e aplicar a tecnologia para resolvê-los.” Essa visão foi compartilhada pelos demais painelistas, que apontaram que, em um futuro próximo, o diferencial competitivo não estará apenas em usar IA, mas em como cada empresa a integra à sua estratégia.