Mais do que cosméticos: outros “índices” curiosos
Além do batom, outros hábitos de consumo também foram associados a ciclos econômicos. Um deles é o “índice da roupa íntima masculina”, que teria sido observado por Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve. A ideia é que, durante crises, homens adiam compras de roupas íntimas, consideradas não essenciais.
Outro exemplo é o “índice da bainha”. Criado pelo economista George Taylor na década de 1920, ele sugere que o comprimento das saias varia com o ciclo econômico: mais curtas em épocas de prosperidade e mais longas em tempos difíceis. Durante os chamados “Loucos Anos Vinte”, as minissaias dominaram. Já na Grande Depressão, as saias voltaram a cobrir os tornozelos.
Há também teorias mais recentes, como o “índice do esmalte” (proposto em 2010) e o da máscara facial, notado em 2021, durante a pandemia. Segundo a consultoria PitchBook, empresas de beleza receberam investimentos de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 8,3 bilhões) em 2021, mais que o dobro do valor registrado em 2019.
Leia também: Morango do amor: o doce viral que aquece a economia


