Por que esse olhar diferenciado para o câncer?
Porque os números são preocupantes. Levantamento do Instituto Nacional de Câncer (INCA) revela que, em 2023, houve um aumento de 37% nos custos com o agravamento dos casos por desassistência. Pacientes das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste percorrem entre 210 e 870 km para realizar o tratamento. E mais: o Brasil ainda precisa ampliar em 67% a cobertura de biópsias de câncer de mama.
Com o apoio do INCA e do Hospital AC Camargo — dois gigantes no combate ao câncer —, o governo fala na criação de um Super Centro Brasil para diagnóstico, teleconsultoria, telelaudos e telepatologia, com capacidade de emitir até 1.000 laudos por dia e atender mais de 72.600 novos pacientes por ano.
Uma das soluções está na ampliação da oferta de Telessaúde — inclusive, defendi essa possibilidade recentemente aqui no Super Finanças. Acho que o governo me ouviu.
O avanço talvez esteja na forma de realizar. A proposta inclui parcerias com o SESI, editais voltados à iniciativa pública e privada, e uma injeção de R$ 200 milhões do Proadi-SUS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS). Também está prevista a distribuição de kits de Telessaúde para as UBSs. Aqui cabe aquela máxima: “não dá para tirar leite de pedra sem ter a pedra”.


