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STF aprova cobrança de IOF do governo Lula, mas exclui risco sacado da taxa

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O que é risco sacado e por que não será mais tributado

As operações de risco sacado envolvem a antecipação de pagamentos a fornecedores por parte de empresas, com a intermediação de bancos. Na prática, a empresa faz um pagamento à vista ao fornecedor, mesmo sem ter os recursos naquele momento, com o banco adiantando o valor.

Tradicionalmente, esse tipo de transação não era considerado operação de crédito — e por isso não era tributado pelo IOF. O decreto do governo federal passou a equiparar o risco sacado a uma operação de crédito, o que permitiria a cobrança do imposto.

No entanto, Moraes entendeu que essa equiparação desrespeita o princípio da segurança jurídica. Segundo ele, o próprio governo sempre tratou o risco sacado de forma diferente das operações de crédito convencionais, como empréstimos e financiamentos.

Para o ministro, trata-se de uma transação sobre direitos creditórios, não assimilável ao crédito bancário tradicional.

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Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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