Aumento das fraudes digitais
Dados divulgados recentemente pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostram que golpes envolvendo transações eletrônicas, como transferências fraudulentas e uso indevido do Pix, tiveram aumento significativo desde 2021. Parte desses crimes é praticada por grupos organizados que utilizam contas de laranjas ou de empresas fictícias para movimentar valores.
Com a nova resolução, o Banco Central pretende reduzir a utilização dessas contas como destino de recursos ilícitos. A expectativa é que, ao negar a transferência antes da liquidação, a medida dificulte a ação de criminosos e preserve a confiança dos usuários no sistema.
Próximos passos
A implementação será monitorada pelo próprio Banco Central, que poderá aplicar penalidades às instituições que descumprirem as determinações. Além disso, a autoridade monetária continuará avaliando o impacto da norma e poderá propor ajustes caso sejam identificadas falhas ou efeitos indesejados.
A resolução não substitui mecanismos já existentes, como o bloqueio cautelar no Pix, mas se soma às ferramentas de prevenção para ampliar a proteção contra fraudes. Para o BC, a cooperação entre instituições e a integração de bases de dados serão fundamentais para que a medida alcance os resultados


