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CPF dos imóveis: entenda como vai funcionar o CIB

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Cronograma e desafios de implantação

O cronograma de implementação é considerado ambicioso. Cartórios, incorporadoras e prefeituras terão de atualizar sistemas e treinar equipes até o início de 2026.

Segundo o advogado Paulo Tatsch Junior, da área tributária do escritório Gaia Silva Gaede Advogados, a desigualdade estrutural entre os municípios é um obstáculo relevante. “Enquanto grandes capitais têm infraestrutura tecnológica, muitos municípios pequenos ainda registram imóveis em papel. Isso pode atrasar a adesão e criar gargalos regionais”, observa.

Mesmo assim, Tatsch considera o CIB uma ferramenta essencial para a Reforma Tributária, que passa a tributar parte das operações de venda e locação de imóveis pelo consumo, dentro do novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA dual), previsto para entrar em vigor em 2027.

O que diz a Receita Federal sobre essa questão do CPF para imóveis?

Em nota, a Receita esclareceu que não haverá aumento de alíquotas com o CIB nem com a Reforma Tributária. O órgão reforçou que as locações residenciais de até R$ 600 por mês estarão isentas por conta do redutor social, e que pessoas físicas com até três imóveis e renda anual de até R$ 240 mil não serão tributadas.

A Receita também confirmou reduções de 70% nas alíquotas de locações e 50% nas demais operações imobiliárias, conforme estabelecido na Lei Complementar n.º 214/2025. O objetivo declarado é manter a atual carga tributária do setor, mas com mais transparência, controle e simplificação.

*Entrevista concedida ao InfoMoney.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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