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Desigualdade educacional no Brasil: ritmo atual empurra equiparação entre negros e brancos para o futuro distante

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Queda do analfabetismo é destaque, mas diferença continua

O analfabetismo diminuiu de forma importante entre 2012 e 2023, especialmente entre os jovens. Entre negros de 15 a 29 anos, a taxa caiu de 2,4% para 0,9%. Entre brancos da mesma idade, passou de 1,1% para 0,6%.

Apesar da melhora, mulheres negras acima de 15 anos ainda têm o dobro do índice de analfabetismo das mulheres brancas (6,6% contra 3,3%). Entre homens negros, o Cedra afirma que a situação “é ainda pior”, porque a diferença não diminuiu no mesmo ritmo observado entre as mulheres.

O estudo também aponta avanços entre jovens de 15 a 19 anos. Entre homens negros, o percentual de pessoas com fundamental incompleto caiu de 40% para 21,3%. Entre mulheres negras, a queda foi de 29,6% para 15,7%. Ainda assim, os números seguem acima dos registrados entre jovens brancos.

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Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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