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Desigualdade educacional no Brasil: ritmo atual empurra equiparação entre negros e brancos para o futuro distante

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No ensino médio e na entrada na faculdade, avanço é muito lento

No momento de concluir o ensino médio e tentar uma vaga no ensino superior, a desigualdade praticamente não mudou na última década. Em 2016, 26,4% dos jovens brancos de 18 a 24 anos estavam matriculados na faculdade, enquanto apenas 13% dos negros frequentavam o ensino superior. Em 2023, esses números passaram para 28,3% e 15,3%, respectivamente.

Entre idosos, a desigualdade aparece de forma mais intensa. Em 2012, mais de um terço dos negros com mais de 60 anos eram analfabetos. Embora tenha havido redução significativa, inclusive entre brancos, a diferença permanece alta.

Equiparação pode levar gerações

O Cedra conclui que, mesmo com avanços importantes, a desigualdade racial no acesso e na permanência na escola ainda é profunda. Segundo o centro, pessoas negras continuam enfrentando barreiras que influenciam toda a trajetória escolar, desde as primeiras séries até a conclusão do ensino superior.

O estudo reforça que políticas públicas têm papel fundamental na redução dessas diferenças, mas alerta que, no ritmo atual, o país ainda levará muito tempo para garantir igualdade de oportunidades entre estudantes negros e brancos.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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