Avaliação do consumidor entra no centro do cálculo
Até agora, a regulação do setor elétrico se apoiava principalmente em indicadores técnicos, como o tempo médio de interrupção da energia e a frequência das quedas no fornecimento. Esses dados continuam sendo considerados, mas a Aneel avalia que eles não refletem, sozinhos, a experiência real do consumidor.
Pesquisas da agência mostram que o grau de satisfação dos brasileiros com as distribuidoras de energia é inferior ao observado em outros países, como os Estados Unidos, por exemplo. O índice também fica abaixo da avaliação registrada em serviços de telefonia móvel pós-paga no Brasil, segundo dados oficiais.
Com base nesse diagnóstico, a Aneel decidiu reforçar o papel da opinião do consumidor no modelo de regulação, aproximando o cálculo das tarifas da percepção de quem utiliza o serviço diariamente.


