Novos empreendimentos e tendência de descentralização
Segundo a Buildings, 11 imóveis corporativos Classe A+ estão em construção em São Paulo, com entrega prevista até dezembro de 2025. Juntos, somam 560 mil m² de área locável, o que representa uma desaceleração em relação ao trimestre anterior.
Desses projetos, 107 mil m² estão concentrados na região da Nova Faria Lima, o que reforça o foco dos incorporadores em áreas consolidadas, embora com oferta limitada.
Entre os empreendimentos mais relevantes estão o Esther Towers – Torre A, na Rua Engenheiro Mesquita Sampaio, com 45.387 m², e o River South, na Rua Agostinho Cantu, com 20.609 m². Outros projetos de destaque incluem o Nexo – Chácara Santo Antônio (12.383 m²) e o Berrini New One (10.000 m²).
A soma das novas áreas deve aliviar parte da pressão sobre os aluguéis, mas o ritmo de expansão é insuficiente para atender à demanda de grandes corporações que buscam sedes de alto padrão.
Impactos sobre o mercado e perspectivas
O alto custo dos imóveis comerciais em São Paulo reflete o movimento global de valorização dos ativos imobiliários pós-pandemia, impulsionado pela retomada do trabalho presencial e pela escassez de terrenos bem localizados.
Para empresas que não dependem de endereços de prestígio para atender clientes, o deslocamento para regiões mais baratas se torna uma alternativa estratégica. Esse processo é reforçado por políticas municipais de reurbanização e incentivos fiscais em zonas como Santo Amaro e Chucri Zaidan.
Especialistas apontam que, nos próximos meses, a combinação de juros mais baixos e demanda aquecida pode manter a valorização dos imóveis comerciais em áreas centrais, ao mesmo tempo em que abre espaço para novos polos corporativos na cidade.


